A JMN Mineração, empresa do Grupo J. Mendes, suspendeu as atividades de sua unidade localizada entre Desterro de Entre Rios e Piracema, na região Central de Minas Gerais, em 7 de outubro. A paralisação não tem prazo definido para terminar e ocorre em meio a dificuldades para manter a viabilidade econômica da operação. A empresa prevê o desligamento de 49 funcionários.
Em resposta ao Minera Minas, a mineradora informou que a retomada dependerá da evolução das condições do mercado de minério de ferro. Segundo a companhia, a decisão foi motivada pelo cenário econômico do setor, pelos elevados custos logísticos associados ao frete marítimo e pelas características específicas da unidade, que reduzem suas margens de operação.
“A operação apresenta, neste momento, um cenário de inviabilidade econômica”, informou a empresa. A companhia afirma que continuará monitorando os indicadores de mercado para avaliar se haverá condições de retomar as atividades de forma sustentável.
Escala de produção e custos logísticos
De acordo com a JMN, a unidade tem uma escala de produção menor e enfrenta custos logísticos mais elevados em razão de sua localização. As especificidades do produto também influenciam a competitividade do empreendimento.
A empresa não informou o volume de minério produzido pela unidade antes da suspensão, mas afirmou que a operação representa cerca de 10% do volume total de produção dos negócios de mineração do Grupo J. Mendes.
A companhia também não estabeleceu um patamar de preço do minério de ferro ou de redução dos custos logísticos que permitiria reavaliar a retomada. Segundo a mineradora, a decisão dependerá de uma combinação de fatores, incluindo preços, despesas com transporte e margens operacionais.
A suspensão, segundo a empresa, está restrita à unidade da JMN Mineração S.A. e não afeta as demais operações do grupo.
Desligamentos e manutenção da unidade
Além dos 49 desligamentos previstos, parte dos profissionais da JMN será transferida para a Ferro+ Mineração S.A., outra empresa do Grupo J. Mendes. Um terceiro grupo permanecerá nas atividades de care and maintenance, voltadas à preservação e à manutenção da mina, da planta e dos demais ativos durante a paralisação.
A empresa informou que manterá as medidas necessárias à segurança e à conservação das estruturas, além de cumprir as obrigações ambientais e regulatórias aplicáveis durante o período de suspensão.
A companhia também explicou que está em diálogo com o sindicato para conduzir os desligamentos e definir as condições aplicáveis aos trabalhadores afetados.
Compromissos ambientais e sociais
Durante a paralisação, a JMN afirma que manterá as obrigações ambientais, regulatórias e as atividades necessárias à preservação dos ativos, conforme a legislação aplicável e o planejamento do empreendimento.
“Os projetos e compromissos sociais já pactuados com as comunidades também serão mantidos, de acordo com os cronogramas e compromissos assumidos, segundo a empresa. A retomada da produção, porém, segue condicionada a uma melhora do cenário econômico. Até o momento, a mineradora não apresentou uma previsão para a reabertura da unidade”, informou em nota.





