A Kinross Brasil Mineração assumiu a titularidade de dois direitos de pesquisa de ouro em Vazante, no Noroeste de Minas Gerais. As áreas somam 1.096,57 hectares, e a transferência integral dos títulos foi aprovada pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
A movimentação amplia a presença da companhia em áreas de exploração mineral no estado, onde a Kinross opera a mina Morro do Ouro, em Paracatu. Entretanto, a empresa não informou se as áreas de Vazante têm relação com sua operação atual ou se fazem parte de uma frente independente de exploração mineral.
As cessões dos processos minerários 830.161/2025 e 830.533/2025 foram publicadas em 29 de maio de 2026, e as averbações passaram a produzir efeitos em 1º de junho. O primeiro título corresponde a uma área de 477,73 hectares; o segundo, a 618,84 hectares.
Os alvarás de pesquisa têm validade até 14 de maio de 2028 e 11 de agosto de 2028, respectivamente. A análise das poligonais indica que as duas áreas são próximas, mas não contíguas.
Procurada pelo Minera Minas, a Kinross confirmou que mantém um programa de exploração mineral no país como parte de sua estratégia de longo prazo. A companhia opera a mina Morro do Ouro, em Paracatu, e informou que conduz estudos geológicos tanto nesse município quanto em outras localidades da região.
O que fiz a Kinross
Procurada pelo Minera Minas, a Kinross confirmou que mantém um programa de exploração mineral no Brasil como parte de sua estratégia de longo prazo.
A companhia informou que realiza estudos geológicos em Paracatu e em outras localidades da região. “As atividades seguem a legislação minerária e ambiental e contam com as autorizações aplicáveis”, afirmou a empresa, em nota.
A Kinross não detalhou os objetivos dos dois títulos de Vazante nem divulgou cronograma, orçamento ou resultados de pesquisas relacionados às áreas. Segundo a mineradora, essas informações são consideradas estratégicas e não são divulgadas.
Pesquisa mineral não significa abertura de mina
Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), a concessão de um alvará de pesquisa permite a realização de trabalhos destinados a investigar o potencial mineral de determinada área. Essa etapa, por si só, não comprova a existência de uma jazida economicamente viável nem significa que o titular vá implantar uma mina.
O avanço de um projeto depende dos resultados dos estudos geológicos e da avaliação da viabilidade econômica, além do cumprimento das exigências regulatórias e ambientais aplicáveis às etapas seguintes.
Estratégia de longo prazo
A movimentação em Vazante ocorre no contexto do programa de exploração mineral mantido pela Kinross no Brasil. A empresa tem como principal operação no país a mina Morro do Ouro, em Paracatu, onde produz ouro.
A companhia não informou se os dois direitos recém-transferidos integram uma estratégia de ampliação dos recursos minerais associados à operação de Paracatu ou se fazem parte de uma frente exploratória independente.
Sem a divulgação de dados geológicos, resultados de sondagens ou estimativas de recursos minerais, ainda não é possível dimensionar a relevância econômica das áreas de Vazante para a estratégia da empresa.
Por ora, os registros minerários indicam a transferência de dois direitos de pesquisa para a Kinross, com prazo de validade até 2028. A eventual evolução para outras etapas dependerá dos resultados dos trabalhos exploratórios e das autorizações exigidas pela legislação.




