A Cedro Mineração concederá férias coletivas a cerca de 500 funcionários de sua unidade em Mariana, na região Central de Minas Gerais, a partir de 9 de novembro. A medida, que contempla todo o quadro de trabalhadores da unidade, terá duração inicial de 15 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 15 dias, segundo comunicado divulgado pela companhia.
A empresa atribui a decisão ao aumento dos custos de transporte marítimo internacional e às incertezas no comércio exterior, que, segundo a mineradora, têm pressionado a competitividade das exportações de minério de ferro. Entre os fatores apontados estão conflitos em rotas marítimas estratégicas, tensões comerciais entre grandes economias e o aumento dos custos operacionais da navegação.
De acordo com a Cedro, as férias coletivas também permitirão adequar o calendário operacional da unidade ao cronograma de implantação do projeto de expansão da operação em Mariana, que prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões.
Em setembro, o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) aprovou, de forma concomitante, as licenças prévia, de instalação e de operação do empreendimento.
A expansão prevê elevar a capacidade de beneficiamento da mina de aproximadamente 2,5 milhões para 10 milhões de toneladas anuais de minério bruto. A produção poderá alcançar 5,5 milhões de toneladas por ano de pellet feed high-grade, produto com alto teor de ferro destinado à indústria siderúrgica.
Segundo a companhia, o minério de maior qualidade atende à demanda de siderúrgicas que buscam reduzir as emissões de carbono e aumentar a eficiência dos processos produtivos.
Investimento em infraestrutura logística
Paralelamente à expansão da operação em Mariana, a Cedro avança em um projeto de infraestrutura logística no Rio de Janeiro. Neste mês, a empresa obteve autorização para a emissão da licença ambiental do Porto do Meio, em Itaguaí (RJ).
O terminal tem investimento estimado em R$ 3,6 bilhões e capacidade inicial projetada para movimentar 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A estrutura será conectada à malha ferroviária da MRS Logística e, conforme a empresa, deverá ampliar a capacidade de escoamento da produção e reduzir a exposição a gargalos logísticos.
Em declaração divulgada pela companhia, o presidente do Conselho de Administração da Cedro, José Carlos Martins, afirmou que a empresa busca adequar suas operações ao cenário internacional, preservando empregos e mantendo os planos de expansão.
A mineradora também prevê aumento da arrecadação de Mariana com a ampliação da atividade, por meio de tributos e da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), além de geração de renda e movimentação econômica na região.




